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18 de março de 2015

Solenidade de São José

O matrimônio com Maria

 «José, filho de David, não temas receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados» (Mt 1, 20-21).
Nestas palavras está contido o núcleo central da verdade bíblica sobre São José; é o momento da sua existência ao qual se referem em particular os Padres da Igreja.
O evangelista São Mateus explica o significado deste momento, esboçando também a maneira como José o viveu. Todavia, para se compreender plenamente o seu conteúdo e o seu contexto, é importante ter presente a passagem paralela do Evangelho de São Lucas. Com efeito, a origem da gravidez de Maria, por «obra do Espírito Santo» - posta em relação com o versículo que diz «ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua Mãe, desposada com José, antes de habitarem juntos, achou-se que tinha concebido por virtude do Espírito Santo» (Mt 1, 18) encontra uma descrição mais ampla e mais explícita naquilo que lemos em São Lucas sobre a anunciação do nascimento de Jesus: «O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade de Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David. E o nome da virgem era Maria » (Lc 1, 26-27). As palavras do anjo: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo» (Lc 1, 28) provocaram em Maria uma perturbação íntima e simultaneamente estimularam-na a reflectir. Então, o mensageiro tranquilizou a Virgem e, ao mesmo tempo, revelou-lhe o desígnio especial de Deus a seu respeito: «Não tenhas receio, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus dar-lhe-á o trono de seu pai David» (Lc 1, 30-32).
O Evangelista tinha afirmado, pouco antes, que, no momento da Anunciação, Maria estava desposada com um homem chamado José, da casa de David. A natureza destes esponsais é explicitada, indirectamente, quando Maria, depois de ter ouvido aquilo que o mensageiro dissera do nascimento do filho, pergunta: «Como se realizará isso, pois eu não conheço homem?» (Lc 1, 34). E então é-lhe dada esta resposta: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a potência do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso mesmo, aquele que vai nascer será santo e há-de chamar-se Filho de Deus» (Lc 1, 35). Maria, embora fosse já «desposada» com José, permanecerá virgem, pois o menino, nela concebido desde o momento da Anunciação, era concebido por obra do Espírito Santo.
Neste ponto o texto de São Lucas coincide com o texto de São Mateus (1, 18) e serve-nos para explicar o que lemos neste último. Se, depois do desponsório com José, se verificou que Maria «tinha concebido por obra do Espírito Santo», este facto corresponde a todo o conteúdo da Anunciação e, em particular, às últimas palavras pronunciadas por Maria: «Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Correspondendo ao desígnio claro de Deus, Maria, com o passar dos dias e das semanas , manifesta-se, diante das pessoas que contactava e diante de José, como estando «grávida», como mulher que deve dar à luz e que traz em si o mistério da maternidade.
Nestas circunstâncias, «José, seu esposo, sendo justo e não a querendo expor à infâmia, resolveu desvincular-se dela secretamente» (Mt 1, 19). Ele não sabia como comportar-se perante a «surpreendente» maternidade de Maria. Buscava, certamente, uma resposta para essa interrogação inquietante; mas procurava, sobretudo, uma maneira airosa de sair daquela situação difícil para ele. Enquanto andava «a pensar nisto, apareceu-lhe, em sonho, um anjo do Senhor, que lhe disse: "José, filho de David, não temas receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados"» (Mt 1, 20-21).
Existe uma estreita analogia entre a «Anunciação» do texto de São Mateus e a do texto de São Lucas. O mensageiro divino introduz José no mistério da maternidade de Maria. Aquela que, segundo a lei, é a sua «esposa», permanecendo virgem, tornou-se mãe pela virtude do Espírito Santo. E quando o Filho que Maria traz no seio vier ao mundo há-de receber o nome de Jesus. Este nome era bem conhecido entre os Israelitas; e, por vezes, era por eles posto aos filhos. Neste caso, porém, trata-se de um Filho que - segundo a promessa divina - realizará plenamente o que este nome significa: Jesus - Yehosua, que quer dizer «Deus salva».
O mensageiro dirige-se a José como «esposo de Maria»; dirige-se a quem, a seu tempo, deverá pôr tal nome ao Filho que vai nascer da Virgem de Nazaré, desposada com ele. Dirige-se a José, portanto, confiando-lhe os encargos de um pai terreno em relação ao Filho de Maria.

«Despertando do sono, José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa» (Mt 1, 24). Ele recebeu-a com todo o mistério da sua maternidade ; recebeu-a com o Filho que havia de vir ao mundo, por obra do Espírito Santo: demonstrou deste modo uma disponibilidade de vontade, semelhante à disponibilidade de Maria, em ordem àquilo que Deus lhe pedia por meio do seu mensageiro.
REDEMPTORIS CUSTOS

14 de agosto de 2013

Santa Clara de Assis: rogai por nós



      Santa Clara, nasceu em Assis, na Itália, filha de pais ricos e piedosos. O nome de Clara foi-lhe dado em virtude de  uma voz misteriosa que a mãe Hortulana ouviu, quando, antes de dar à luz a filha, fazia fervorosas orações diante de um crucifixo.  “Nada temas! – disse aquela  voz – o fruto de teu ventre será um grande lume, que iluminará o mundo todo”.   Desde pequena,  Clara era em tudo bem diferente das companheiras.  Quando meninas dessa idade costumam achar agrado nos brinquedos e bem cedo revelam também qualidades  pouco apreciáveis,  Clara fazia exceção à regra.  O seu prazer era rezar, fazer caridade e  penitência.  Aborrecia a vaidade e  as  exibições  e tinha aversão declarada aos divertimentos profanos.  Vivia naquele  tempo o grande Patriarca de Assis: São Francisco. A este se dirigiu Santa Clara, comunicando-lhe o grande desejo que tinha de abandonar o mundo, fazer o voto de castidade e  levar uma vida da mais perfeita pobreza. São Francisco  reconheceu em Clara uma eleita de Deus e  animou-a a  persistir  nas piedosas aspirações.   Na prática  da penitência  e  mortificação,  Clara era de tanto rigor, que seu exemplo podia servir  mais de admiração do  que de imitação. Severíssima  para consigo,  era inexcedível na caridade  para com o próximo. Seu maior prazer  era servir aos enfermos. Uma das virtudes que se lhe observava, era o grande  amor   ao Santíssimo  Sacramento.  Horas inteiras do dia e  da noite, passava  nos degraus do altar.  O SS. Sacramento era seu refúgio, em todos os perigos e dificuldades.  Foi visivelmente a  devoção de Santa Clara à Jesus Sacramentado, que salvara o convento e  a  cidade, do assalto do inimigo.  Clara contava  sessenta anos, dos  quais  passara  28   anos  sofrendo grandes  enfermidades. Por maiores que lhe fossem as  dores, nenhuma queixa lhe saía da boca.  Na meditação da sagrada Paixão e Morte  de Nosso Senhor achava o maior  alívio... Santa Clara morreu em 12 de agosto de 1253, mais em conseqüência do amor divino, do que da doença  que a martirizava. Foi em atenção aos  grandes e numerosos milagres que se lhe observaram no túmulo, que o Papa Alexandre IX, dois anos depois,  a canonizou. Festa litúrgica é comemorada em 11 de agosto.

16 de julho de 2013

Santa Teresa dos Andes - Padroeira da Jornada Mundial da Juventude – 2013, rogai por nós!





A jovem chilena Joana Fernandes Solar, nasceu em Santiago, capital do Chile, em 13 de julho de 1900. Era a quarta filha de uma piedosa e aristocrática família. Desde os três anos de idade, era incansável em fazer perguntas sobre assuntos religiosos: Deus, o Céu, a Virgem Maria, etc. Mais tarde tornou-se uma religiosa carmelita, iluminando assim com suas extraordinárias virtudes e fenômenos místicos o firmamento da Igreja há sete décadas tornando-se mais tarde “Santa Teresa de los Andes”.
    Relata Pe Fernando Castel: “Logo chamou-me a atenção a precocidade de seu espírito, admirando eu como raciocinava sobre as coisas divinas e como manifestava, já na infância, amor e culto para com elas”.
 A recepção da Sagrada Eucaristia marcou a vida de Juanita: “Não é possível descrever o que passou em minha alma ao receber Jesus.” Também sua alegria e sua união à Mãe de Deus chegam ao auge poucos meses antes da sua morte, ao descobrir entre os livros do Carmelo o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luis M.. Ler o “Tratado” e consagrar-se Àquela que tanto amava foi uma só coisa.
    Aos 15 anos passa a estudar no Colégio interno. A piedade e zelo apostólico de Juanita chamam a atenção das alunas e mestras. Em 1919 ingressa na Carmelo, e é visível a sua alegria. A priora sustenta junto a outras religiosas que Ir. Teresa de Jesus – seu nome religioso, “já era uma santa”. Morre no dia 12 de abril de 1920, contando vinte anos incompletos e 11 meses no Carmelo. Foi canonizada dia 21 de março de 1993 pelo hoje Beato Papa João Paulo II. Seus confessores sustentaram sob juramento que ela jamais cometera pecado mortal nem venial deliberado. Sua Festa é celebrada em 13 de Julho. Sugestão de Filme: Santa Teresa dos Andes .

4 de dezembro de 2012

SÃO FRANCISCO XAVIER, ROGAI POR NÓS




Francisco nasceu no Castelo Xavier na Espanha, em 7 de abril de 1506. De família nobre, estudou na Universidade de Paris. Ali conheceu o futuro Santo Inácio de Loyola, que sonhava formar uma Companhia para a defesa e propagação do cristianismo no mundo.
Loyola viu nele alguém capaz de ajudá-lo; tarefa que se revelou nada fácil, por causa do orgulho e ambição projetadas em Francisco por sua família. Mas, enfim, convenceu-o com o apelo: “De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?” (Mc 8, 36). Assim passou a ser seu mestre, ensinando-lhe o difícil caminho da humildade e dos Exercícios Espirituais. E com ele e mais 5 companheiros fundou a Companhia de Jesus; fazendo voto de absoluta obediência ao Papa. Três anos mais tarde Xavier era ordenado sacerdote, indo para Roma com Inácio, onde receberiam a Aprovação da Ordem.
A pedido D. João III organizaram um grupo de sacerdotes para evangelização nas colônias portuguesas no Oriente e nas Índias. O grupo estava pronto e treinado quando um dos missionários adoeceu e Xavier ficou em seu lugar. Iniciou-se uma viagem perigosíssima e cheia de transtornos, que demorou praticamente um ano. Durante todo esse tempo, ele trabalhou nos serviços mais humildes do navio: era auxiliar de cozinha, faxineiro e enfermeiro.
Em dez anos batizou em torno de 40 mil pessoas, percorrendo a Índia, Japão, Málaga, Molucas e ilhas ainda no estado selvagem. Tinha o dom de aprender rapidamente as línguas e dialetos e fazia milagres apenas com sua bênção e oração. Resistia às piores condições, chegando a sofrer extremos de frio e calor em suas viagens. Viajava às vezes centenas de quilômetros a pé. “Se não encontrar um barco, irei a nado”, dizia, e acrescentava: “Se naquelas ilhas existissem minas de ouro, os cristãos lá se precipitariam. Mas não existem senão almas a serem salvas”.
Na ilha de San Chao, aguardando uma embarcação que o levasse à China, caiu gravemente enfermo. Morreu a beira-mar, no dia 02 de Dezembro de 1552 aos 46 anos de idade.
Foi canonizado pelo Papa Gregório XV e declarado patrono mundial das missões pelo papa Pio X. Sua Festa litúrgica é celebrada no dia 3 de dezembro.

5 de outubro de 2012

Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por nós!

SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS, rogai por nós!

Teresinha nasceu em 2 de janeiro de 1873. Foi a nona filha de uma família que soube viver o amor e a vontade de Deus. “Só com bons exemplos ao redor de mim é que pude ser assim. Ensinaram-me a amar a bondade... O Bom Deus me deu um pai e uma mãe mais dignos do Céu do que da terra”, escreveu.
Sua infância foi cercada por sofrimentos: saúde frágil, perda da mãe aos 4 anos, e a separação de suas irmãs mais velhas, que ingressaram no Carmelo.
Terezinha, bem cedo, também descobre a vocação carmelitana e com apenas 15 anos recebe autorização para entrar no Carmelo. Sabia das dificuldades que encontraria, mas entrou disposta a abraçar tudo por amor a Deus, sendo fiel à Sua graça.
Após seis anos na Ordem, almejando o caminho de santidade, Terezinha percebe que não conseguiria pelos meios tradicionais, seguidos pelos grandes santos que tanto admirava. Inspirada nas palavras de um sacerdote, Terezinha adota a Pequena Via: um caminho pequeno e reto para a santidade, que consiste, simplesmente em entregar-se ao amor de Jesus Cristo, para que Ele conduza pelo caminho.
Escreveu no seu diário: “Oh! Sim, tudo me sorrirá aqui na terra”, atravessava uma época em que experimentava injustiças e incompreensões. Já atingida pela tuberculose, debilitada nas forças, não rejeitava trabalho algum e continuava a “jogar para Jesus, flores de pequenos sacrifícios”.
Aos 24 anos, atacada pela tuberculose, depois de grandes sofrimentos, Deus a levava ao Céu para receber a recompensa do seu amor heróico, revelado na profundidade das pequenas coisas. Na manhã de sua morte, 30 de setembro de 1897, disse: “Eu não me arrependo de ter me abandonado ao amor”. E na iminência de sua morte disse: “Farei cair uma chuva de rosas sobre o mundo”.
Foi canonizada em 1925 pelo papa Pio XI. Dois anos depois, declarada Padroeira Universal das Missões e, em 1997, o então papa João Paulo II, a declarou Doutora da Igreja. Em 2008, no dia mundial das missões, seus pais foram Beatificados. Sobre ela, o papa Bento XVI, recordou: “Teresa de Lisieux, sem haver saído de seu Carmelo, viveu à sua maneira, um autêntico espírito missionário, oferecendo ao mundo uma nova via espiritual, que lhe obteve o título de Doutora da Igreja”.
 Sua Festa é comemorada dia 1º de outubro.

20 de setembro de 2012

Festa de São Pio de Pietreltina _ 23 de set

Reze conosco em preparação:

Ladainha Santo Pio de Pietrelcina

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, nos perdoe.
Cristo, graciosamente nos ouvir.
Deus, Pai do Céu, tenha piedade de nós.
Deus o Filho, Redentor do mundo, tenha piedade de nós.
Deus o Espírito Santo, tenha piedade de nós.
Santíssima Trindade, um só Deus, tenha piedade de nós.
Santa Maria, Virgem Imaculada, rogai por nós.
São Pio de Pietrelcina, rogai por nós.
Amado de Deus, rogai por nós.
Imitador de Jesus Cristo, rogai por nós.
Bom pastor do povo, rogai por nós.
Modelo dos sacerdotes, rogai por nós.
Luz da Igreja, rogai por nós.
Adorador do Santíssimo Sacramento, rogai por nós.
Fiel Filho de São Francisco, rogai por nós.
Marcado com os estigmas de Jesus, rogai por nós.
Paciente no sofrimento, rogai por nós.
Diretor de almas, rogai por nós.
Coração de ouro, rogai por nós.
Apóstolo da misericórdia, rogai por nós.
Trabalhador de milagres, rogai por nós.
Amparo dos aflitos, rogai por nós.
Amante do Santíssimo Rosário, rogai por nós.
Ajudante das almas em dúvidas e trevas, rogai por nós.
Comforto dos Enfermos, rogai por nós.
Exemplo de humildade, rogai por nós.
Fonte de sabedoria, rogai por nós.
Espelho da vida divina, rogai por nós.
Amante de Jesus Crucificado, resignado à vontade de Deus, rogai por nós.
Bondade sobre a terra, orar por nós.
Cheio do espírito de auto-sacrifício, rogai por nós.
Em nossa ajuda e espero que em todas as nossas necessidades, rogai por nós.
Navio do Espírito Santo, rogai por nós.
Levando-nos a Cristo, rogai por nós.
Nosso pai espiritual e defensor, rogai por nós.
Coroado de glória no Céu, rogai por nós.

Oração

Deus, nosso Pai, ajudaste São Pio de modo a refletir a imagem de Cristo através de uma vida de caridade e de auto-sacrifício.
Possamos seguir o seu Filho nas pegadas do São Pio de Pietrelcina e por imitar seu amor altruísta.Amém.