Mostrando postagens com marcador Devoção Mariana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Devoção Mariana. Mostrar todas as postagens

5 de maio de 2015

MARIA AMA E SALVA OS PECADORES


Do pecador só exige a benigníssima Rainha que se recomende a ela e tenha o propósito de emendar-se. Em o vendo a seus pés a implorar-lhe perdão, não olha para o peso de seus pecados, mas para a intenção com que se apresenta. Se esta é boa, nem que o pobre haja cometido todos os pecados do mundo, abraça-o e como terna Mãe não desdenha curar-lhe as chagas que na alma traz. Pois é Mãe de misericórdia, não só de nome, senão de fato, e em verdade tal se mostra pela ternura e pelo amor com que nos socorre. A própria Virgem SSma. Assim o revelou a Sta. Brígida. “Por mais culpado que seja um homem, disse-lhe, se vem a mim com sincero arrependimento, estou sempre pronta a acolhê-lo. Não considero a enormidade de suas faltas, mas tão somente as disposições do seu coração. Não recuso ungir e curar as suas feridas, porque me chamo e realmente sou Mãe de misericórdia”.
É Maria a Mãe dos pecadores que se querem converter. Como tal não pode deixar de compadecer-se deles. Parece até que sente como próprios os males de seus pobres filhos. A cananéia, ao pedir que o Senhor lhe livrasse a filha demônio que a atormentava, disse-lhe: Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim; minha filha está muito atormentada do demônio (Mt 15, 22). Mas se a filhs, e não a mãe, era atormentada do demônio, parece que havia de dizer: Senhor, tem piedade de minha filha! Porém, não; ela disse: tem compaixão de mim e com muita razão. Pois sentem as mães como próprios os sofrimentos dos filhos. Ora, do mesmo modo, disse Ricardo de S. Lourenço, pede Maria a Deus, quando intercede por qualquer pecador que a ela recorre. Pede-lhe que dela se compadeça. Meu Senhor – parece dizer-lhe – esta pobre alma, que está em pecado, é minha alma; por isso compadecei-vos não tanto dela, como de mim, que sou sua mãe.
Oh! Prouvesse a Deus que todos os pecadores recorressem a esta doce Mãe, por que todos certamente receberiam do Senhor o perdão! – Ó Maria, exclama admirado Conrado de Saxônia, tu acolhes maternalmente o pecador desprezado por todo o mundo, nem o abandonas antes que o hajas reconciliado com o juiz. Quer ele dizer: Enquanto o pecador perseverar no seu pecado, é aborrecido e desprezado de todos; até as criaturas insensíveis, o fogo, o ar, a terra, quereriam castigá-lo em desafronta à honra do seu Criador ultrajado. Porém, se este pecador miserável recorrer a Maria, expulsa-o Maria? Não, se vem com intenção de que o ajude, a fim de emendar-se, ela o acolhe com aternal afeto. Não o deixa, sem primeiro, com a sua poderosa intercessão, reconciliá-lo com Deus e o reconduzir à sua graça.
No segundo Livro dos Reis (14, 5) lemos o que se deu com a sábia mulher de Técua. Disse ela a Davi: “Senhor, tinha tua serva dois filhos; para minha desventura um matou o outro; e assim perdi um filho. Quer agora a justiça tirar-me o outro, que é o único que me fica. Tem compaixão desta pobre mãe e não permitas que eu perca os filhos”.  Então Davi, compadecendo-se da mãe, libertou o delinqüete e lho entregou – O mesmo parece que diz Maria, quando vê a Deus irado com algum pecador que a ela recorre. “Meu Deus, lhe diz, eu tinha dois filhos, Jesus e o homem: o homem matou na cruz ao meu Jesus; agora a vossa justiça quer condenar o homem. Senhor, já morreu o meu Jesus; tende compaixão de mim. Se eu perdi um, não me façais perder também o outro filho”. Certamente Deus não condena os pecadores que recorrem a Maria e por quem ela intercede. Pois o próprio Deus recomendou os pecadores por filhos de Maria. O devoto Lanspérgio põe as seguintes palavras nos lábios do Senhor: “Eu recomendei a Maria de aceitar por filhos os pecadores. Por isso ela é toda desvelos para que, no desempenho de sua missão, não lhe aconteça perder a nenhum dos que lhe foram entregues, principalmente quando a invocam. E assim esforça-se o quanto pode em conduzir todos eles a mim”. Quem pode explicar, interroga Blósio, a bondade e misericórdia, a fidelidade e a caridade com que esta nossa Mãe procura salvar-nos, quando lhe pedimos que nos ajude? Prostremo-nos, pois, diz S. Bernardo, diante desta boa Mãe; abracemo-nos a seus sagrados pés e não a deixemos sem nos abençoar e sem nos receber por filhos seus. Nela esperarei, exclama S. Boaventura, ainda que me dê a morte; e cheio de confiança desejo morrer perante uma de suas imagens, e salvo estarei. Portanto, assim devem dizer todos os pecadores, que recorrem a esta piedosa Mãe: Minha Senhora e minha Mãe, por minhas culpas mereço ser repelido, e castigado por vós na proporção delas. Mas, ainda que me rejeiteis e me tireis a vida, não perderei nunca a confiança. E se tiver a felicidade de morrer na presença de qualquer imagem vossa, recomendando-me à vossa misericórdia, espero certamente que não me hei de perder, mas hei de louvar-vos no céu em companhia de tantos que vos serviram e morreram invocando vossa poderosa intercessão.

ORAÇÃO
(Nicolau, monge)
Santíssima Virgem, Mãe de Deus, socorrei os que imploram vossa assistência; olhai para nós. Poderieis esquecer os homens, agora que estais tão unida a Deus? Ah! certamente não, bem sabeis em que perigos nos deixastes, e qual, o estado miserável de vossos servos; nãoe bem que uma misericórdia tão grande como a vossa se esqueça de uma miséria tão grande como a nossa. Valei-nos com vosso poder, já que Aquele que tudo pode vos deu a onipotência no céu e na terra. Nada vos é impossível, pois até conseguis despertar a esperança da salvação. Quanto mais poderosa sois, tanto mais misericordiosa deveis ser.
Valei-nos também por amor. Sei, Senhora minha, que sois muito benigna e nos amais com um amor que nenhum amor pode exceder. Quantas vezes aplacais a ira do nosso Juiz no momento em que ele nos vai castigar! Em vossas mãos estão todos os tesouros da misericórdia de Deus. Ah! não suceda jamais que nos deixeis de cumular de benefícios! Só buscais ocasião de salvar a todos os miseráveis e de derramar sobre eles vossa misericórdia, porque vossa glória aumenta quando por vossa intercessão os penitentes são perdoados, e desse modo alcançam o paraíso. Valei-nos, pois, para que consigamos gozar de vossa vista no céu. Pois a maior glória que possamos ter, depois de ver a Deus, é ver-vos, amar-vos e viver sob vosso patrocínio. Ah! ouví nossas súplicas, já que vosso Filho quer honrar-vos, nada vos negando do que lhe pedis.


Fonte: Um mês com Nossa Senhora; Mons. Ascânio Brandão, Edições Paulinas, 3ª edição, São Paulo, SP , 1954.



27 de dezembro de 2014

Coração Materno de Maria

Na criação, Deus realizou a maravilha das maravilhas que é um coração de mãe. E colocou ali um amor profundo, obstinado, quase irracional. Um amor pronto a todos os sacrifícios, todas as renúncias, e todas as predileções. Que seria de nós, pobres e débeis que somos se sobre nossos anos de incapacidade e de miséria não se inclinasse alguém feito de propósito para nos amar? Se não trouxéssemos no sangue a certeza de que somos importantes para alguém?... Recorrer à mãe é instinto vital, é o primeiro grito da criança no berço, a última invocação do ferido em seu leito de morte...
Deus não quis que a vida sobrenatural fosse menos humana que a vida natural, mas ao contrário. Nem desejou que os homens, adotados por Ele no Seu Filho, fossem como órfãos.
E fez Nossa Senhora.
Se Ele é capaz de infundir no coração das mães comuns autênticas maravilhas de ternura, que há de estocar no Coração da Mãe por excelência? Realmente, o amor de Maria, a seu Filho e a nós filhos adotivos, em certa maneira deve se igualar ao Amor do Pai. Serão excessos, milagres de afeto e doçura, algo misterioso como a Vida da Graça a que corresponde, e como a Encarnação que é a sua razão de existência.
O mistério único da Encarnação ostenta a sua universalidade dando aos homens como Mãe – em Maternidade sobrenatural – a própria Mãe de Deus...
Há um aspecto da Encarnação, - a Redenção passiva – que não se pode realizar no próprio Jesus, mas que se realiza em Sua Mãe, e, para a glória do Cristo, deve atuar-se Nela totalmente, e é o mistério da Imaculada Conceição. Analogamente, há outro mistério da Caridade de Cristo que não pode se manifestar no Senhor, mas, que deve aparecer em Sua Mãe e exigir uma total abrangência: é o mistério do amor materno.
Não julguemos que se trata de uma egoística ternura de mãe, uma afetuosidade que faz sombra ao amor paterno. No cristianismo, nada há além de Deus e de Cristo: tudo provém daqui e tudo para aqui se dirige. A bondade que se manifesta em Maria pertence toda a Jesus Cristo, como a bondade infinita se manifesta em Cristo, toda caridade criada, que aparece na humanidade de Cristo, é ainda pouco, porque é uma realidade finita.
De modo análogo, em comparação com o Amor de Cristo, todo o amor que se manifesta em Nossa Senhora, é ainda pouco, porque é reflexo da caridade criada de Jesus. Mas este reflexo é tão maravilhosamente adequado à realidade humana e tão reveladora, que de fato no plano providencial, é um aspecto do amor de Cristo que os homens enxergam claramente apenas olhando para Maria Santíssima, - assim como há uma faceta do amor de Deus que os homens veem claramente só olhando para o Homem-Deus, Jesus Cristo.
Mas, se contemplarmos bem Nossa Senhora, em definitivo veremos somente Jesus Cristo e somente Deus. “Quem vos ouve, a Mim ouve” (Luc 10, 16).
 Maria, assim como a Igreja, apenas conduz, mais diretamente e com segurança, a Deus, o Dom de nosso coração.
Fonte: Livro – Consagração a Nossa Senhora de Dom Antônio Maria A. de Siqueira;
 E. Morsch, La théologie Du Corpus Mystique, I  pág.201





26 de junho de 2014

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO



Nossa Senhora sob este título, é de grande significado para a Comunidade Sol de Deus, que a venera com amor e respeito, como Intercessora e Mestra, recorrendo a ela nos momentos em que o Socorro Divino se faz necessário. Ela é a Mãe do Perpétuo Socorro, que é Jesus.
 Está representada no quadro belíssimo que se encontra na Capela da Divina Misericórdia. Neste mês comemoramos o seu dia. Vamos conhecer  a mensagem que este quadro nos revela.
Pouco se sabe a respeito da autoria artística do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, apesar de conhecidíssimo pelos católicos do mundo inteiro.  Segundo especialistas, há forte indício que o artista seja grego, pois as inscrições estão neste idioma. Esta pintura deve ter sido executada no período compreendido entre os séculos XIII e XIV.
A estampa expressa símbolos altamente significativos da fé: devoção Mariana, Nascimento, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. A figura do Menino Jesus remonta o seu divino Nascimento.  Ao mesmo tempo, a atitude do Menino diante da visão aterradora, O transporta à mesma sensação que iria sentir no Horto das Oliveiras. Busca Ele, no colo de Maria, Sua Mãe, socorro, proteção, consolo e segurança.  Este é o ângulo do espectador em relação ao quadro. Um segundo ângulo, porém, do quadro para o espectador, ou de Maria para a humanidade, traduz um significado tão profundo quanto o primeiro:  Maria se coloca como referência diante dos nossos pecados, intercedendo por nós junto a Jesus. Diante dos nossos sofrimentos, Ela é o nosso colo, nossa segurança, nosso Perpétuo Socorro. A riqueza de informações atinge extrema magnitude. Deve ser mesmo reprodução de um quadro de São Lucas,  pois quase não dá para conceber como tantas informações possam caber em tão pouco espaço: 1) Parte superior - iniciais em grego para "Mãe de Deus";  2) Auréola - colocada em 1867 a pedido do Vaticano pelos milagres atribuídos a Ela;  3) Estrela no Véu - Ela, a Estrela do Mar, que traz a Luz  ao mundo e a Luz que nos conduz ao porto Seguro da Eternidade; 4) Inicial em grego sobre o arcanjo Miguel - que apresenta a lança,  a esponja e o cálice da Paixão; 5) Inicial  em grego sobre o arcanjo Gabriel - que apresenta a Cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus; 6) Os olhos de Maria - grandes e voltados para nossas necessidades; 7) A boca pequena de Maria - recolhimento e o silêncio;  8) Iniciais gregas acima do Menino, que significa "Jesus Cristo". 9)  Túnica Vermelha - distintivo das virgens no tempo de Nossa Senhora;  10) De mão dada com o Menino - Mão de consolo de Maria, significando também sua intercessão em favor dos homens; 11) Manto azul escuro - Maternidade e Virgindade de Maria; 12) Mão esquerda de Maria - apoio e sustento à humanidade; 13) Fundo Amarelo - representa o ouro, simbolizando a glória do Paraíso;  14) Sandália caída - nosso consolo ante as dificuldades e atropelos da vida.  
  Segundo tradições orientais,o quadro, uma pintura em estilo bizantino,  é uma reprodução de uma pintura feita por São Lucas, que além de escritor, era também pintor.
Memória Litúrgica: dia 27 de junho

18 de julho de 2013

MANIFESTAÇÃO DE NOSSA SENHORA A SÃO SIMÃO STOCK



                                             Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII  que o calabrez Bertoldo, com alguns  companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém – Alberto.  Pelas  cruzadas esta Congregação tornou-se  conhecida  também na Europa. Dois nobres fidalgos da Inglaterra convidaram alguns religiosos do Carmelo, para acompanhá-los e fundar conventos na Inglaterra. Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que, havia vinte anos, habitava na solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas  recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem  cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida.              
 A Ordem começou a sofrer  muita oposição, e Simão Stock fez uma viagem  para Roma.  Honório III, avisado em misteriosa visão que teve de Nossa Senhora, não só recebeu com toda deferência os  religiosos carmelitas,  mas aprovou novamente a regra da Ordem. Simão Stock visitou depois os Irmãos  da ordem no Monte Carmelo, e demorou-se com eles seis anos.
                                           Um capítulo geral da Ordem, realizado em  1237, determinou a transferência para a Europa de quase todos os  religiosos, os quais, para se verem livres das vexações dos Sarracenos, procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos.
                                           No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.
                                           A Ordem de Nossa Senhora do Carmo, colocada sob a proteção da Santa Sé, começou a ter, então,  uma aceitação extraordinária no mundo católico. Para isto concorreu poderosamente a  Irmandade do Escapulário, que deve a  fundação a  Simão Stock.
                                           Homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com os  dons da profecia e dos milagres, empregou Simão Stock toda energia para propagar, na Ordem e no mundo inteiro, o culto mariano. Sendo devotíssimo a Maria Santíssima, desejava obter da Rainha celestial um penhor visível de sua benevolência e maternal  proteção.  Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, a renovar o pedido,  Nossa Senhora se  dignou aparecer-lhe. Rodeada de espíritos celestes, veio trazer-lhe um escapulário.  “Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele  que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno".
     Estando-lhe assim satisfeita a  maior aspiração, Simão Stock tratou então de divulgar a irmandade do escapulário e convidar o mundo católico a  participar dos grandes privilégios anexos.  Extraordinária foi a afluência a  tão útil instituição. Entre os devotos do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vêem-se Papas, Cardeais e Bispos. Numerosos tem sido os  príncipes que pediram  ser inscritos na  irmandade, como Eduardo III da Inglaterra, os imperadores da Alemanha,  Fernando I e II e  reis da Espanha, de Portugal e da França, além de muitas  rainhas e princesas de diversas nações.  O Escapulário teve uma aceitação favorável e universal entre o povo católico. Neste sentido, só é comparável ao Rosário. Como este, também teve adversários;  como o Rosário, também o escapulário tem sido agredido com todas as armas da impiedade, da malícia, do escárnio e do ódio. Mas também, como o Rosário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus;  só assim  é explicável o fato de ter o escapulário passado incólume através de  750 anos e, hoje em dia, mais  do que nunca, gozar da predileção do povo cristão.
                                           Se bem que a visão que São Simão Stock afirma ter tido de Nossa Senhora, não possuía o valor da autoridade de artigo de fé, tão averiguada se apresenta, que desfaz qualquer dúvida que a respeito possa subsistir.
                                           É Relatada com todas as minúcias pelo confessor do Santo, padre Swainton. Aprovada por muitos Papas, a irmandade do escapulário foi grandemente elogiada por Benedito XIV;  mais de cem escritores dos séculos 13, 14 e 15, dos quais  alguns não pertenciam à Ordem Carmelitana, se referem à visão de Simão Stock como a  um fato  que não admite dúvida. As universidades mais célebres, as  de Paris e Salamanca, declaram-se igualmente a favor.
                                           Dois decretos da Cúria Pontifícia, exarados pelos cardeais Belarmino e de Torres, declararam autêntica e verídica a  biografia de São Simão Stock, que contém a narração da  maravilhosa visão.
PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS PELA VIRGEM MÃE A QUEM USAR O ESCAPULÁRIO
                                           Dois são os privilégios da irmandade do escapulário, privilégios deveras extraordinários,  que mereceram à instituição tão grande simpatia por parte do povo cristão. O primeiro desses  privilégios Maria Santíssima frisou-o bem, quando, no ato da  entrega do escapulário disse ao seu servo São Simão Stock: “É este o sinal do privilégio, que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmelo. Todos aqueles  que estiverem revestidos  com este hábito, ver-se-ão salvos do fogo do inferno”.  O sentido desse privilégio é este: Maria Santíssima prometem a  todos os que usam o hábito do Carmo, sua proteção especial, principalmente na hora da morte, que decide a  história da  humanidade. O pecador, portanto, por mais miserável que seja, pondo a  confiança em Maria Santíssima e vestindo seu hábito, tendo aliás a intenção firme de  sair do estado do pecado, pode seguramente contar com o auxílio de Nossa Senhora, a qual  lhe alcançará a  graça da conversão e da perseverança. O escapulário não é um amuleto que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Contam-se  milhares as conversões de pecadores na  hora da morte, atribuídas  unicamente ao escapulário de Nossa  Senhora do Carmo;   muitos também são os casos que mostram à evidência, que privilégio nenhum favorece a  quem, de maneira nenhuma,  se quer separar do pecado e  levar uma vida digna e  cristã.  Santo Agostinho diz  a verdade, quando ensina:  “Deus, que nos criou sem nossa cooperação, não nos pode salvar sem que o queiramos e desejemos”.   Quem não quer deixar de ofender a Deus, morrerá na impenitência; e se Maria Santíssima não ver a possibilidade alguma de arrancar a alma do pecador aos vícios e paixões, fará com que na hora da morte, por uma casualidade qualquer, não se encontre o hábito salvador, o que se tem dado muitas vezes.
                                         O Segundo provilégio é o tal chamado “privilégio sabatino”.  Um decreto da Santa Inquisição romana, datado de 20 de janeiro de 1613, dá aos  sacerdotes da Ordem Carmelitana autorização para pregar a  seguinte doutrina: “O povo cristão pode  crer no auxílio que experimentarão as  almas dos Irmãos e membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, auxílio este,  segundo o qual todos aqueles  que morrerem  na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria  do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima virgem, no primeiro sábado que se lhe seguir  ao trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a  Nossa  Senhora (Bula sabatina de João XXII.  3, III 1322)
                                          Desse privilégio faz menção o ofício divino da Festa de Nossa Senhora do Carmo, aprovado pelo Papa clemente X e Benedito XIII.
                                          “A bem-aventurada Virgem – diz o ofício – não se  limitou a  cumular de privilégios aqui na terra e na Ordem Carmelitana. Com carinho verdadeiramente maternal, ela, cujo poder e misericórdia em  toda parte são muito grandes, consola  também, como piedosamente se crê,  aqueles filhos no Purgatório, alcançando-lhes o mais breve possível a feliz entrada na Pátria Celestial”.
                                          Para se tornar membro da Irmandade, é necessário que se cumpra as seguintes condições: 
1. Inscrição no registro da Irmandade.
2. Ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote habilitado para fazer a recepção e usá-lo com devoção. No caso da mudança de um escapulário velho e gasto por um novo não carece a bênção. Quem, por descuido, deixou de usar por algum tempo o escapulário, participa dos privilégios da Irmandade, logo que se resolver a pô-lo novamente.
3.  Convém rezar diariamente algumas orações marianas, como sejam: A ladainha lauretana ou seis Pai-Nossos e Ave-Marias ou sejam, ainda, o Símbolo dos Apóstolos (Credo), seguida da recitação de um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Glória.  As bulas pontifícias nada prescrevem a este respeito desde o princípio, porém, se tem observado  a praxe de fazer essas devoções diárias.
4. O privilégio sabatino exige ainda que se conserve a castidade própria do estado de cada um, e que se rezem as horas marianas. Quem não puder cumprir esta segunda condição, observe a abstinência de  carnes nas quartas-feiras e sábados. As duas obrigações de recitar o ofício mariano e a abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados podem, se para isso subsistirem razões suficientes, ser comutadas em  outras equivalentes.
5. Aos sábados, o papa Pio X concedeu o seguinte privilégio: Para se tornarem membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, é suficiente que usem um escapulário bento por um sacerdote que possua a faculdade respectiva. Não se exige  para eles a cerimônia da recepção e da inscrição no registro da irmandade. Como os demais membros, também devem rezar diariamente algumas orações em  honra de Maria Santíssima.  (4-1-1908).
                                              A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é enriquecida de muitas indulgências, podendo todas ser aplicadas às almas do Purgatório, com exceção da indulgência plenária na hora da morte.
 REFLEXÕES
O fim, pois, que a irmandade de Nossa Senhora do Carmo se propõe é: propagar o reino de Deus, por meio da devoção a Maria Santíssima, meditar nas virtudes da Mãe de Deus e imitá-las, merecer uma proteção especial de Nossa Senhora, em todos os perigos do corpo e da alma, alcançar-lhe bênção na hora da morte e a libertação das penas do Purgatório. O Escapulário é o hábito da salvação. Para que o possa ser, é preciso que seja a vestimenta da justiça. Se o maior interesse de Maria Santíssima é salvar almas, desejo maior não tem, senão que seus  filhos se apliquem à prática das virtudes, do amor de Deus e do próximo, que sejam  pacientes, humildes, mansos e puros e trabalhem pela santificação de sua alma. 
Fonte: www.paginaoriente.com

14 de maio de 2013

ENTREGUEMOS NOSSOS TESOUROS A ELA


 
Há pouco tempo li o “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria”, escrito por São Luiz Maria de Montfort cerca de 300 anos atrás, mas de uma atualidade absurda e surpreendente.
Neste livro meu amor por Nossa Senhora tomou sua medida certa, descobri que devemos nos entregar a ela, e principalmente aquilo que temos de mais precioso, os nossos tesouros: filhos, casamento, profissão, projetos, vida de oração, etc.
São Luiz no explica que do mesmo modo que Deus Pai confiou à Maria Seu maior tesouro, Seu Filho único, Jesus Cristo, para ser gerado, amado, alimentado e educado por Ela, também nós devemos confiar tudo a Ela, pois sendo extremamente humilde e pobre, nada guarda para si, logo se apressa em levar tudo para Deus.
Maria Santíssima é o modelo da verdadeira maternidade, ela quer nos ensinar a educar nossos filhos, do mesmo modo que educou Jesus, ela quer nos capacitar a amar nossos filhos do mesmo modo que amou Jesus, ela quer nos ensinar o verdadeiro significado do matrimônio, do mesmo modo que amou São José.
Somos limitados e doentes, muitas vezes deixamos nossos filhos no abandono do nosso próprio desamor e egoísmo. Consagremo-nos a ela todos os dias e peçamos esta graça de exercer a maternidade e a paternidade responsável diante da lei de Deus - que é o amor - e os valores do Evangelho.
Para aqueles que ainda não tem filhos ou não terão filhos, vale a mesma regra, entreguemos os tesouros mais profundos e secretos para que ela leve tudo a Jesus.
Muitas vezes vemos um turbilhão, um terremoto passando em nossa vida e perguntamos “por quê?” E deixamos de fazer como as criançinhas que diante de qualquer dificuldade logo gritam: mãeeeee!. O nosso grito é o santo rosário, arma de ferro poderosa, que abranda as tempestades.
E rezemos junto com Padre José Kentenich (fundador do movimento da Mãe Rainha três vezes admirável):
“Em teu poder em tua bondade fundo minha vida
Espero confiando como uma criança
Mãe admirável, em ti e em teu filho e em toda circunstância
Creio e confio cegamente” Amém.
Luciana A. Vieira Ferreira
Psicóloga e Membro da Comunidade de Aliança