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10 de julho de 2014

Adoração ao Santíssimo Sacramento


"O fim de uma obra Eucarística é formar com Maria uma corte de almas dedicadas, interiormente consagradas a adorar Jesus abandonado no Divino Sacramento, louvá-lo, amá-lo, servi-lo numa santa emulação com a corte celeste." (São Pedro Julião Eymard).
 A adoração ao Santíssimo Sacramento é o ato mais Sublime que o ser humano pode oferecer neste mundo.  A presença real e viva de Jesus deveria nos levar a estar junto Dele todos os dias.
 Se a humanidade soubesse a força que emana de um território Eucarístico, com certeza o mundo de hoje estaria bem melhor. Muitas vezes somos tentados a fazer inúmeros atos em favor do próximo e da sociedade com as nossas próprias forças, e nos esquecemos de que tudo pode ser mudado pela oração na presença do Senhor!
 O Permanecer diante de Jesus Sacramentado, aos olhos do mundo parece ser perda de tempo.
 Jesus disse para Marta que Maria escolheu a melhor parte. O ser humano no seu intimo, necessita desse colóquio amoroso com o Senhor. Esse é o tempo em que a alma, diante do criador do universo, repousa e se abastecem com os manjares celestes. Unidos aos Santos Anjos permaneçamos estáticos diante de tão sublime presença.
 Faça essa experiência de abandono diante do Santíssimo Sacramento, nem que seja por apenas quinze minutos.
 O Senhor do universo nos espera escondendo-se na pequena Hóstia branca. Hóstia esta que pode preencher todo vazio e toda aridez e nos levar a experiência do eterno aqui na terra.
 "A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo." (CIC2097).
 "A adoração de Deus três vezes Santo e sumamente amável nos enche de humildade e dá garantia ás nossas súplicas." (CIC2628).
 Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe Maria Santíssima.

                                                                                     César Mauad - Fundador e Coordenador


16 de maio de 2012

Adorar...



... é estar prostrado diante de DEUS Eterno e Todo-Poderoso, reconhecendo-O como tal;
... estar diante dAquele que sempre existiu e é criador de todas as coisas;
... diante dEle como criaturas diante de seu Criador;
... como filhos diante do mais Terno e Amável dos pais;
... diante do único que é digno de nossa adoração e temor;
... é estar diante dAquele que é infinitamente SANTO;
... dAquele que nos ama com Amor insuperável e misericordioso;
... diante dAquele que conhece toda a nossa vida: passado, presente e futuro.
... diante dAquele que sabe do que temos necessidade, e só quer o nosso bem.
... é rasgar nosso coração e nos rendermos a Ele;
... é amar, amar, amar... amar ‘o AMOR que não é amado’...

Adorai a Jesus




            – Adorai e visitai a JESUS abandonado, desamparado pelos homens no seu Sacramento de Amor. A criatura encontra tempo para tudo, menos para visitar seu DEUS e Senhor, que a espera e por ela suspira em seu Tabernáculo. A rua, as casas de diversão estão repletas; a morada de DEUS está vazia. Foge-se, tem-se medo dela. Ah! Doce JESUS, por acaso teríeis contado com tanta indiferença por parte daqueles que remistes, filhos e amigos vossos de mim mesmo?

            – Chorai sobre JESUS traído, insultado, escarnecido, crucificado no seu Sacramento de Amor de modo muito mais indigno que no Jardim das Oliveiras, em Jerusalém, no Calvário. E são aqueles a quem mais honrou, mais amou, mais enriqueceu com seus dons e suas graças, que mais O ofenderam, que, por sua falta de respeito no templo, roubaram-lhe as honras devidas, crucificando-O novamente no corpo e na alma pela comunhão sacrílega, vendendo-O assim ao demônio, a quem elegeram senhor do coração e da vida. Ai de mim! Não estarei eu em culpa? Poderíeis imaginar, ó meu JESUS, que vosso excessivo Amor para com o homem seria objeto de sua malícia ao ponto de entregar contra vós as graças e os dons os mais preciosos? E eu, não vos fui eu infiel?

            – Adorai a JESUS e reparai por tantas ingratidões, profanações e sacrilégios que vão pelo mundo. Oferecei nesta intenção todos os sofrimentos desse dia, dessa semana. Obrigai-vos a certas penitências que satisfaçam vossas ofensas e as de vossa família, ou daqueles a quem, pela falta de respeito nos lugares Santos ou pela pouca devoção, não soubestes edificar.

             – Mas, já por serem vossas satisfações e penitências tão insignificantes e fracas, incapazes por si só de reparar tão numerosos crimes, uni-as às de JESUS, vosso Salvador, suspenso na Cruz. Recolhei o Precioso Sangue que jorra das chagas e oferecei-o à Justiça Divina em reparação. Uni-vos as suas Dores e oração na Cruz, pedi, por elas, ao PAI Celeste, graça e Misericórdia para vós e para todos os pecadores. Uni vossa reparação à de MARIA Santíssima aos pés da Cruz, ou do Altar, e tudo obtereis do Amor de JESUS por sua Divina Mãe.

27 de abril de 2012

Atos de amor para os Vossos Sacrários



Beata Alexandrina Maria da Costa nasceu em Balasar (Portugal) em 30 de Março de 1904. Desde os 20 anos viveu paralisada na cama devido a uma mielite na coluna, em conseqüência de um salto que deu de uma janela da sua casa, aos 14 anos, para defender a sua pureza contra três homens mal intencionados.
Na solidão do seu quarto, a Alexandrina tornou-se o Anjo consolador de JESUS, presente em todos os Tabernáculos do mundo e, ao mesmo tempo, hóstia na HÓSTIA Divina, será com JESUS a vítima imolada para a salvação das almas.
Com efeito, a Alexandrina viveu misticamente, no corpo e no espírito, a Paixão de JESUS, desde a Agonia do Getsémani até à Crucifixão no Calvário, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e profanações da EUCARISTIA.
Os Tabernáculos e os pecadores são a missão que JESUS lhe confia em1934 e que nos é entregue nas inúmeras e belíssimas páginas do seu diário.
JESUS lhe dizia: “Seja bem pregada e propagada a devoção aos Sacrários, porque passam-se dias e dias que não Me visitam, não Me amam, não Me desagravam. Não crêem que Eu habito lá... Quero que se acenda nas almas a devoção para com estas prisões de Amor... São tantos aqueles que, embora entrando nas igrejas, nem sequer Me saúdam e não param um momento a adorar-Me... Eu queria muitos guardas fiéis, prostrados diante dos Sacrários, para impedirem tantos e tantos crimes”.
Durante os últimos 13 anos de sua vida, Alexandrina alimentou-se apenas da EUCARISTIA.
“Faço que tu vivas só de Mim – confia-lhe Jesus – para provar ao mundo o que vale a Eucaristia e o que é a minha vida nas almas: luz e salvação para a humanidade”.
Poucos meses antes dela morrer, Nossa Senhora disse-lhe: “Fala às almas! Fala-lhes da EUCARISTIA! Fala-lhes do Rosário! Que se alimentem da Carne do Corpo de CRISTO e do alimento da oração: do meu Rosário, todos os dias”.
Em 1935 foi mensageira de JESUS para a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, solenemente efetuada por Pio XII em 1942. Entre as paredes do seu quarto, Alexandrina recebeu multidões de pessoas que acolheu sempre sorrindo, não obstante os indizíveis e contínuos sofrimentos no corpo e no espírito. O seu sorriso, tomado transparência do Céu, irradiação da Vida Divina, comovia os corações das multidões que saíam daquele quarto, levando consigo a marca da mudança. A 13 de Outubro de 1955, deu-se a passagem da Alexandrina da vida na terra à do Céu. A 25 de Abril de 2004, a Igreja proclamou-a Beata para a glória de DEUS e o júbilo de todos os seus filhos.
Eis uma oração de autoria da Beata Alexandrina Balazar, para JESUS nos Sacrários:
Ó meu JESUS, eu quero que cada dor que sentir, cada palpitação do meu coração, cada vez que respirar, cada segundo das horas que passar, sejam Atos de amor para os vossos Sacrários.
Eu quero que cada movimento dos meus pés, das minhas mãos, dos meus lábios, da minha língua, cada vez que abrir os meus olhos ou os fechar, cada lágrima, cada sorriso, cada alegria, cada tristeza, cada atribulação, cada distração, contrariedades ou desgostos, sejam Atos de amor para os vossos Sacrários.
Eu quero que cada letra das orações que reze, ou ouça rezar, cada palavra que pronuncie ou ouça pronunciar, que leia ou ouça ler, que escreva ou veja escrever, que cante ou ouça cantar, sejam Atos de amor para com os vossos Sacrários.
Eu quero que cada beijinho que Vos der nas vossas santas imagens ou da vossa e minha querida Mãezinha, nos vossos santos ou santas, sejam Atos de amor para os vossos Sacrários.
Ó JESUS, eu quero que cada gotinha de chuva que cai do céu para a terra, toda a água que o mundo encerra, oferecida às gotas, todas as areias do mar e tudo o que o mar contém, sejam Atos de amor para os vossos Sacrários.
Eu Vos ofereço as folhas das árvores, todos os frutos que elas possam ter, as florzinhas oferecidas pétala por pétala, todos os grãozinhos de sementes e cereais que possa haver no mundo, e tudo o que contêm os jardins, campos, prados e montes, ofereço tudo como Atos de amor para os vossos Sacrários.
Ó JESUS, eu Vos ofereço as penas das avezinhas, o gorjeio das mesmas, os pêlos e as vozes de todos os animais, como Atos de amor para os vossos Sacrários.
Ó JESUS, eu Vos ofereço o dia e a noite, o calor e o frio, o vento, a neve, a lua, o luar, o sol, a escuridão, as estrelas do firmamento, o meu dormir, o meu sonhar, como Atos de amor para os vossos Sacrários.
Ó JESUS, eu Vos ofereço tudo o que o mundo encerra, todas as grandezas, riquezas e tesouros do mundo, tudo quanto se passar em mim, tudo quanto tenho costume de oferecer-Vos, tudo quanto se possa imaginar, como Atos de amor para os vossos Sacrários.
Ó JESUS, aceitai o Céu, a terra, o mar, tudo, tudo quanto neles se encerra, como se esse tudo fosse meu e de tudo pudesse dispor e oferecer-Vos como Atos de amor para os vossos Sacrários.

25 de abril de 2012

Adoração: Caminho para a Cura



A cura física e espiritual de que necessitamos está na adoração. Está em nos aproximarmos do trono da graça, para a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo nos atingir.
Precisamos adorar em Espírito e em verdade. Mesmo na nossa fraqueza, usar nossa boca, nossa mente, nossos sentimentos, nossos joelhos para adorar a Jesus. A cura virá sobre nós. Essa é a maneira de o Senhor agir. Essa é a Sua pedagogia.
Quando Jesus se encontrou com a samaritana, Ele teve a coragem de dizer toda a verdade sobre sua vida. Ele lhe mostrou sua situação de pecado e suas feridas, mas já apontou o caminho para a cura: estar na presença de Deus. Ele disse à samaritana:
“Vem a  hora, e é agora, na qual os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade; tais são, com efeito, os adoradores que o Pai procura” (Jo 4, 23).
Jesus apontou o caminho para a cura: a adoração.
O Pai está procurando adoradores em espírito e em verdade.
Adorar em espírito quer dizer colocar o nosso espírito em adoração.
Temos a graça do batismo no Espírito Santo, somos cheios dos seus dons, Ele ora em nós. Mesmo se nossa carne está doente, podemos orar no espírito.
Talvez nossa alma esteja em dores, por causa de problemas e situações que vivemos e que humanamente são insolúveis. Por isso não temos palavras para adorar o Senhor. Mas na carta de São Paulo aos Romanos lemos:
“O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois nós não sabemos rezar como convém: mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8, 26).
Não sabemos e nem temos palavras para rezar e nos expressar diante de Jesus Eucarístico, mas o Espírito vem em nosso auxílio. Ele mesmo ora em nós com gemidos inexprimíveis.
Se você se entrega nesse tipo de oração, mesmo em meio a muita dor e lágrimas, você estará adorando em espírito.
Talvez estejamos envolvidos numa grande tentação, num redemoinho que envolve nossos sentimentos, nossa vontade, nossa fantasia, nossa carne e nesse momento não conseguimos rezar. Nesse redemoinho de tentação, a oração em espírito nos salvará do pecado e da tentação que nos assola.
A adoração nos tira das garras do inimigo. Mesmo sem nenhum sentimento, adoramos em espírito. Diante do Trono da Graça, a divindade daquele que nos amou, nos escolheu e nos salvou, age em nós, e assim somos vitoriosos. Na adoração, a tentação é obrigada a ceder.
Peça ao Espírito Santo a graça de viver essa adoração, peça a Ele para que você adore “em espírito e verdade”:
Jesus, coloco-me diante da Tua presença eucarística e peço a graça de que o meu olhar esteja totalmente voltado para Ti, com todo o meu ser. Que nada nesse momento desvie o meu olhar da Tua presença.
Estou aqui para reconhecer-Te como meu Deus, meu Senhor e meu Salvador. Professo a minha fé na Eucaristia. Creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo, presente na Santíssima Eucaristia.
Diante de Ti, Senhor, percebo todas as minhas misérias, pecados e infidelidades. Mas também percebo como é grande o Teu amor em me permitir chegar ao trono da Tua graça para ser curado. Reconheço que sou pecador, e muitas vezes não acredito, não amo e não adoro Tua presença eucarística. Porém, me disponho a entrar em intimidade contigo e retornar a minha fé no Santíssimo Sacramento. Começo agora falando de tudo aquilo de que o meu coração está cheio. Recebe os meus sentimentos, minha vida, meus problemas, alegrias e angústias, gratidões e ingratidões...
Louvo, Senhor, a Tua vitória sobre a minha vida e também sobre a minha família. Proclamo a força de Tua ressurreição sobre a minha vida. Proclamo Tua vitória sobre os problemas que humanamente não consigo resolver. Proclamo, em Teu nome, que sou vitorioso.
Proclamo a Tua vitória sobre o meu futuro e sobre aquilo que vivo hoje. Proclamo Tua vitória sobre todas as situações do meu passado e que pesam sobre o meu presente.
Toma posse, Senhor, de toda minha história, para que eu seja vitorioso em Ti.
Bendito seja o Teu nome por esse momento de graça e libertação, Senhor!
Amém.


Fonte: Eucaristia: nosso tesouro; Pe. Jonas Abib, Editora Canção Nova, 5ª edição, Cachoeira Paulista, SP , 2000.

22 de abril de 2012

Eucaristia: Fonte de Misericórdia



A Eucaristia é o mistério da pobreza. Não somente Ele se mostra numa extrema pobreza, mas veio do céu em auxílio à nossa pobreza.
Naquele momento, Ele atendia à pobreza da Igreja abatida por uma heresia. A Igreja estava doente, totalmente enfraquecida e necessitada. Quando uma heresia acontece, a força do inferno é que vem para ferir a Igreja e tentar solapar os seus fundamentos. Mas o próprio Jesus afirmou: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).
Ainda hoje, o Céu continua a vir em auxílio da nossa pobreza, todos os dias em que Jesus se dá a nós na Eucaristia.
Necessitamos da Eucaristia a cada dia, por causa das nossas dúvidas, da fraqueza da nossa fé e para que nos firmemos no caminho de Deus e em Seus mandamentos. A Eucaristia é uma necessidade para nossa pobreza.
A Igreja precisa da Eucaristia, pois é santa e pecadora. Ela é pecadora porque fazemos parte dela. Somos o corpo de  Cristo, e, por causa da nossa pobreza, empobrecemos a Igreja. Por causa do nosso pecado, fazemos a Igreja pecadora.
A Igreja Católica é a imagem do amor  do Pai, pois não põe para fora ninguém que comete pecado. Ao contrário, ela recebe o filho pecador, o filho pródigo, de braços abertos.
Mesmo com os nossos pecados, não deixemos de ser filhos. A Igreja continua sendo mãe e continuamos sendo filhos. Ela não põe ninguém para “fora de casa”, não faz nenhum julgamento e não condena ninguém como réu.
Como a Igreja, nós também precisamos ser cheios de misericórdia: por isso, necessitamos da Eucaristia.
Queremos que todos deixem o pecado. Queremos que aqueles que participam da nossa comunidade, do grupo de oração, do grupo de pastoral, do grupo de casais, do grupo de jovens, queremos que todos eles sejam santos. Não aceitamos que ninguém dê contra testemunho. Mas precisamos ser cheios de misericórdia, pois cada um de nós se encontra em processo de conversão. É preciso confiar em Deus e acreditar no outro. Não podemos excluir ninguém. Deus mesmo respeita e acompanha o processo duro e demorado da conversão de cada um de nós.
Para conseguir vencer os preconceitos e as barreiras que temos em relação aos outros, para ter um coração acolhedor, humilde, para ser como nossa mãe, a Igreja, necessitamos da Eucaristia.
A Eucaristia foi instituída para ser elo de união entre nós. É preciso celebrar na Eucaristia a nossa união:
“Santo Agostinho diz a este respeito: ‘Ó sacramento da piedade! Ó sacramento da unidade! Ó vínculo da caridade!’ Quanto mais dolorosas se fazem sentir as divisões da Igreja que rompem a participação comum à mesa do Senhor, tanto mais prementes são as orações ao Senhor para que voltem os dias da unidade completa de todos os que nele crêem” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1398).
Não podemos celebrar a Eucaristia e alimentar mágoa no coração, porque a Ceia do amor e da unidade. Como o próprio Jesus disse, é preciso que deixemos nossa oferta no altar e voltemos para nos reconciliar com nosso irmão.
Estaríamos nos deformando e dividindo a Igreja de Deus se persistíssemos em celebrar a ceia do Senhor divididos. Precisamos tomar todas as medidas necessárias, para acabar com nossas divisões, desavenças e brigas. Nossos corações precisam estar purificados de toda mágoa, ressentimento e rancor, para que então a ceia do Senhor seja realmente proveitosa para nossa vida presente e para a eternidade.
Jesus nos deixou um grande exemplo: começou a ceia da instituição da Eucaristia lavando os pés dos Seus apóstolos:
“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que a sua hora tinha chegado, a hora de passar deste mundo para o Pai, ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo. Durante uma refeição, quando o diabo já incutira no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, o pensamento de o entregar, sabendo que o Pai lhe entregou todas as coisas entre as mãos, que ele saiu de Deus e volta para Deus, Jesus se levanta da mesa, depõe o seu manto e toma um pano com o qual se cinge. Depois, derrama água em uma bacia e começa a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com o pano com que se havia cingido. Tendo acabado de lhes lavar os pés, Jesus tomou o seu manto, pôs-se de novo à mesa e lhes disse: ‘Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis, também vós, lavar-vos os pés uns aos outros” (Jo 13, 1-5.12-14).
Esse episódio tem uma ligação muito íntima com a Eucaristia.
Lavar os pés é próprio dos escravos. Somente eles lavavam os pés de outro homem. Nem mesmo um discípulo lavava os pés de seu mestre.
Diante de todas as discussões dos apóstolos sobre quem seria o maior ou o menor, sobre quem teria o primeiro ou o segundo lugar em Seu reino, Jesus, naquela última ceia, começa assumindo a posição de escravo.
Após ter lavado os pés de todos os discípulos, Jesus pede que os apóstolos repitam o mesmo gesto: lavar os pés uns dos outros, assumindo a posição de escravo.
Cada um de nós precisa assumir também essa posição diante do irmão, ser como escravo dele. Isso é básico no cristianismo.
A ligação entre o episódio do lava-pés e a Eucaristia está no fato de que, nela, o Senhor se perde completamente. Jesus já havia posto de lado Sua divindade, vindo a nós e fazendo-Se homem como nós. Feito homem humilhou-Se ainda mais e enfrentou a mais infame das mortes.
Na Eucaristia, é como se Ele descesse mais ainda, e Se eclipsasse totalmente: ali não se mostra Sua divindade, nem mesmo Sua humanidade: Ele se perde totalmente e assume a posição de alimento. Ele se coloca na forma e na aparência de pão e de vinho, se eclipsa totalmente e se faz escravo a nosso serviço.
Tudo isso para aprendermos a nos despir de nós mesmos, nos libertar de todo egoísmo, vaidade e presunção. Para, também nós, nos humilharmos e lavar os pés dos nossos irmãos, assumindo assim nossa posição de escravos de Jesus.
Todos os dias, sobre o altar, Jesus renova o Seu sacrifício por causa da nossa pobreza, porque somos ainda pouco santos e muito pecadores.
Jesus, em cada missa, se apresenta a nós com Suas mãos e pés chagados, e nos diz: “Toquem minhas mãos, toquem os meus pés”; da mesma forma que fez, quando apareceu a Tomé, que não acreditava na Sua ressurreição. Jesus chegou mostrando-lhe Suas chagas e dizendo:
“Aproxima o teu dedo aqui e olha as minhas mãos; aproxima a tua mão e coloca-a no meu lado, deixa de ser incrédulo e torna-se um homem de fé” (Jo 20, 27).
Depois dessas palavras, Tomé caiu de joelhos diante de Jesus. Olhando para as chagas de Suas mãos e do Seu lado, lhe disse: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus acrescentou:
“Porque me viste, creste; bem-aventurados os que não viram e contudo creram” (Jo 20, 29).
Isso se refere a nós. Aí está a nossa bem-aventurança.

28 de fevereiro de 2012

Comunhão Espiritual

    Meu Jesus, eu creio que Vós estais no Santíssimo Sacramento. Eu Vos amo sobre todas as coisas. Eu Vos desejo em minha alma.
     E já que agora não posso receber-Vos sacramentalmente, vinde ao menos, espiritualmente, ao meu coração (pausa)
.
Como já tendo vindo eu Vos abraço e me uno todo a Vós.
Não permitais que eu me separe mais de Vós. Amém!

23 de junho de 2011

Comunidade Sol de DEUS:

Casa de oração, casa de adoração! 
 
"Que alegria quando ouvi que me disseram... vamos à Casa do SENHOR!" Sal 121, 1


Oração para rezar diante do Santíssimo Sacramento!


1. Eu Vos adoro profundamente, ó meu JESUS Sacramentado; reconheço-Vos por meu DEUS e Homem verdadeiro, e com este ato de adoração tenho intenção de suprir à frieza de tantos e tantos cristãos, que ao passarem diante dos Vossos templos, e algumas vezes mesmo diante do sagrado tabernáculo, em que Vos dignais estar a toda a hora numa amorosa impaciência de Vos comunicardes aos Vossos fiéis, nem ao menos Vos saúdam e com sua indiferença se mostram como os hebreus no deserto, nauseados deste celeste maná, e ofereço-Vos o preciosíssimo sangue que derramastes da chaga do Vosso pé esquerdo, em reparação de tão insuportável tibieza, e dentro desta chaga repito mil e mil vezes: Graças e louvores se dêem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. (Pai nosso, Ave Maria e Glória).

2. Eu Vos adoro profundamente, ó meu JESUS; reconheço-Vos presente no Santíssimo Sacramento, e com este ato de adoração tenho intenção de suprir o desconhecimento de tantos cristãos, que vendo-Vos ir visitar os pobres enfermos, para serdes o seu conforto na grande viagem para a eternidade, vos deixam passar sem cortejar-vos, e apenas se dignam fazer um ato de externa adoração. Ofereço-Vos em reparação de tamanha frieza o Sangue preciosíssimo, que derramastes da chaga de vosso pé direito, dentro da qual repito mil e mil vezes: Graças e louvores se dêem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. (Pai nosso, Ave Maria e Glória).

3. Eu Vos adoro profundamente, ó meu JESUS, verdadeiro pão da vida eterna: e com esta adoração tenho tenção de compensar as muitas feridas, que o Vosso Coração sofre cada dia pela profanação das igrejas onde Vos dignais estar debaixo das espécies sacramentais para serdes amado e adorado pelos Vossos fiéis. Ofereço-Vos em reparação de tantas irreverências o preciosíssimo Sangue, que derramastes da chaga de Vossa mão esquerda, dentro da qual repito a todo instante: Graças e louvores se dêem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. (Pai nosso. Ave Maria. Glória).

4. Adoro-Vos profundamente, ó meu JESUS, Pão Vivo descido do Céu: e com este ato de adoração tenho tenção de suprir tantas e tantas irreverências, que todos os dias cometem os Vossos fiéis ao assistirem à Santa Missa, na qual por excesso de amor renovais o mesmo sacrifício, posto que incruento, que haveis de completado no Calvário pela nossa salvação. Ofereço-Vos em reparação de tanta ingratidão o Sangue preciosíssimo da chaga da Vossa mão direita, dentro da qual uno a minha voz à dos Anjos, que em torno de Vós formam devota coroa; dizendo juntamente com eles: Graças e louvores se dêem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. (Pai nosso. Ave Maria. Glória).

5. Eu Vos adoro profundamente, ó meu JESUS, verdadeira vítima de expiação dos nossos pecados; ofereço-Vos este ato de adoração em compensação dos sacrílegos ultrajes, que recebeis de tantos cristãos ingratos, que ousam aproximar-se da Sagrada Comunhão com a alma em pecado mortal. Em reparação de tão abomináveis sacrilégios Vos ofereço as últimas gotas do Vosso Sangue, que derramastes da Chaga do Vosso Lado, dentro da qual venho adorar-Vos, bendizer-Vos e amar-Vos e repetir, juntamente com todas as almas devotas do Santíssimo Sacramento: Graças e louvores se dêem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. (Pai nosso. Ave Maria. Glória).

1 de fevereiro de 2009

Procuram-se Adoradores!

Estamos no mês do carnaval, festa originalmente cristã que foi sendo distorcida com o passar do tempo. São dias em que o Coração Eucarístico de JESUS é muito ofendido. Ele que tanto amou e tanto ama as criaturas humanas, pelas quais derramou todo o seu Sangue, e por elas é tão ingratamente correspondido. Este é o momento certo de uma profunda adoração reparadora.

“Vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o PAI em espírito e verdade. São esses adoradores que o PAI  procura. DEUS é espírito, e os Seus adoradores devem adorá-Lo em espírito e verdade” (Jo 4, 23 - 24).

Meu irmão, minha irmã, você está convidado, mais do que isso: você está sendo procurado por JESUS, e pelo PAI, para o ‘papel’ mais sublime que a criatura pode exercer na terra: a ADORAÇÃO. E como foi dito, uma adoração reparadora pelas inúmeras ofensas que Ele recebe.

Por isso é bom você conhecer um pouco melhor o que seja adoração, para se consagrar a ela com mais entusiasmo, e lhe dedicar todo o seu tempo disponível. Vejamos, então, primeiramente no que ela consiste.

A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar é reconhecer a DEUS como o único e supremo SENHOR e CRIADOR de todas as coisas. Não um reconhecimento puramente intelectual, mas um ato que envolva todo o ser da criatura: espírito, alma, corpo, inteligência, vontade, sensibilidade... porque adorar é se consagrar, é se entregar, é amar. Mas amar tão perfeita e profundamente que a lembrança do amado esteja sempre viva em sua mente e em seu coração, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares, trabalhando ou se divertindo... Isso é amar, isso é adorar. É o que diz o livro do Deuteronômio (6, 5): “Ouve, Israel! O SENHOR nosso DEUS é o único SENHOR. Amarás o SENHOR, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças...”

Agora quanto às práticas de adoração, você poderá adorar a DEUS em qualquer lugar, onde quer que você esteja. Basta se recolher, entrar no santuário interior do teu coração (Mt 6, 6) e ali adorar o teu DEUS, porque Ele permanece sempre ali: “Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra, Meu PAI o amará e nós viremos a ele e faremos nele a Nossa morada” (Jo 14, 23). O importante é se manter em estado de Graça.

Mas há uma prática que fala mais forte ao nosso coração e à nossa sensibilidade: é a adoração à JESUS CRISTO na EUCARISTIA. (Na Capela da Divina Misericórdia, na Comunidade Sol de DEUS, JESUS está solenemente exposto para a adoração todos os dias, das 07:00 até às 19 horas).

“EU e o PAI somos Um”  disse JESUS (Jo 10, 30), e em outro lugar: “Quem Me vê, vê o PAI” (Jo 14, 9). Adorar JESUS é adorar o PAI, é adorar o ESPÍRITO SANTO, porque o PAI, o FILHO, e o ESPÍRITO SANTO são Um só DEUS. E voltamos assim ao princípio enunciado no começo: adorar é se consagrar, é se entregar, é amar...

Entre numa Igreja onde JESUS esteja presente no Sacrário, ajoelhe-se ou se sente na presença de dEle: fique olhando para o Sacrário com amor, deixe seu coração lhe falar tudo o que sente e você estará em adoração.

Conta-se do Santo Cura d’Ars que um seu paroquiano - um camponês - ao voltar para casa depois do seu trabalho, costumava passar pela Igreja e ali ficava sentado horas e horas, silencioso, olhando para o Sacrário. Passados alguns meses, intrigado com a perseverança daquele homem, o santo se aproximou dele e lhe perguntou carinhosamente: “Meu filho, o que tanto você fala com JESUS aí todos os dias?” Ele respondeu: “Nada! Eu olho para Ele e Ele olha para mim”. Aquele humilde camponês sabia adorar.

Pe. Valeriano de Oliveira (Irmão Junípero da Santíssima Trindade, T.A.)

15 de janeiro de 2009

O que é adoração?

O que é a adoração Eucarística no mais profundo sentido da palavra?
 
São João, no livro do Apocalipse, nos faz contemplar a Liturgia Celeste, ou seja, como ele viu os Santos Anjos e todos os Bem-Aventurados do Céu adorarem e servirem a DEUS:
 
“Não cessavam de clamar dia e noite: Santo! Santo! Santo! É o SENHOR DEUS, o Dominador... inclinavam-se profundamente diante dAquele que estava no trono e prostravam-se diante dAquele que vive pelos séculos dos séculos... prostravam-se e adoravam” (Apoc 4, 8.10; 5, 14).
 
Isaías também relata a experiência que teve quando lhe foi revelada a glória de DEUS:
 
“... eu vi o SENHOR sentado num trono muito elevado; as franjas de Seu manto enchiam o templo. Os Serafins se mantinham junto dEle. Cada um deles tinha seis asas; com um par (de asas) velavam a face; com outro cobriam os pés; e, com o terceiro, voavam. Suas vozes se revezavam e diziam: Santo! Santo! Santo é o SENHOR DEUS do universo! A terra inteira proclama a Sua glória! A este brado as portas estremeceram em seus gonzos e a casa, encheu-se de fumo. Ai de mim, gritava eu. Estou perdido porque sou um homem de lábios impuros, e habito com um povo (também) de lábios impuros e, entretanto, meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos exércitos!” (Is 6, 1 - 5).
 
Esta realidade espiritual da glória de DEUS, como a viu São João ou o profeta Isaías, para nós está velada, ou seja, escondida sob o véu das espécies do pão e do vinho.
 
De fato, não estamos diante de uma ‘coisa’ que ‘simboliza’ DEUS. É o próprio DEUS que está ali. É algo tão grandioso e terrível que não resistiríamos se O víssemos sem este ‘véu’ que esconde Sua Onipotência; pois ‘qual é o mortal que pode aproximar-se de DEUS e permanecer ainda vivo?’ (conf. Dt 5, 26).
 
 “É diante deste Sacramento que nossa fé se ilumina, pois os sentidos não podem alcançá-lo. Já Santo Tomás advertia que o olhar, o gosto, o tato, tudo falha diante deste mistério. O único sentido que nos testemunha a verdade da presença real do SENHOR sob os véus eucarísticos é a audição, pela qual ‘ouvimos a palavra do SENHOR’: ‘Isto é o Meu Corpo’. Não nos é permitido duvidar da palavra de JESUS, que o Evangelho registra para nos firmar na fé. Não há verdade mais sólida do que a palavra do Mestre...” (Dom Benedito de Ulhôa Vieira).
continua...
Obs.: Imagem: 'Virgílio' leva 'Dante'  para ver a Milícia Celeste (os Santos Anjos do Paraíso) adorando a Santíssima Trindade. - Do livro: A Divina Comédia: O Paraíso; de Dante Alighieri.

1 de janeiro de 2009

Seria possível a DEUS...?

Os incrédulos questionam: "Seria possível a DEUS transformar um pouco de vinho e pão em Seu Próprio Corpo e Sangue?... Como DEUS que é tão grande pode estar nesta hóstia? Por quê Ele Se submeteria a isso?... DEUS não Se materializa em coisas...!” 


Mas a resposta a esta dúvida pagã é simples: É justamente pelo fato dEle ser DEUS, e ser Grande e Onipotente que isto é possível, e mais ainda, é simplesmente porque Ele, sendo Misericordioso e nos amando infinitamente, que isto se tornou possível. Ele mesmo quis! “Nisto se manifestou o amor de DEUS para conosco: em nos ter enviado ao mundo o Seu Filho único, para que vivamos por Ele” (1Jo 4,9).

Sim! O Pai O enviou e Ele ainda permanece em nosso meio, para que vivamos dEle, por Ele e para Ele.

JESUS mesmo disse: “... o pão, que Eu hei de dar, é a Minha Carne para a salvação do mundo. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?  Então JESUS lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes o Seu Sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. Pois a Minha Carne é verdadeiramente uma comida e o Meu Sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. (Jo 6, 51 - 56).

Afinal, aquele JESUS, que vemos nas páginas do Evangelho, transformando a água em vinho, multiplicando 5 pães para 5 mil homens, curando cegos, leprosos, paralíticos, libertando as pessoas do demônio, caminhando sobre as águas, ressuscitando os mortos... ressuscitou e está vivo! Será que Ele não seria capaz de transformar o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue!? Claro que sim! “pois a Ele todas as coisas estão sujeitas” (conf. Hb 2, 8). Os milagres foram justamente a prova de Sua divindade e poder.

E Ele está aqui, agora, diante de você, humildemente sentado em Seu Trono Eucarístico, velado, aparentemente inerte, impotente e silencioso...

Veja só: se estivermos diante de uma pessoa e fecharmos os olhos, não a veremos mais, mas teremos a certeza de que ela está ali. Com JESUS ocorre assim: é como se apenas estivéssemos com os olhos fechados, mas Ele está ali, verdadeiramente presente; poderíamos dizer: “mais real até do que nós mesmos”!

E podemos conversar com Ele! JESUS quer nos ouvir, e quer nos falar. Ele sempre fala ao nosso coração; basta que nos silenciemos.
continua...